“…preservador das glórias e tradições do São Paulo Futebol Clube da Floresta, o qual foi fundado em 25 de janeiro de 1930 e extindo em 4 de maio de 1935”. Este era o projeto do São Paulo Futebol Clube, com sua nova equipe, fundado em 16 de dezembro de 1935.

Mas nem tudo foram flores no recomeço, caros tricolores. Estamos acostumados a sempre frequentar o topo, mas nem sempre foi assim. Nos primeiros anos de vida o time não teve o mesmo desempenho do SPFC da Floresta. O maior ídolo do futebol brasileiro tinha se aposentado, estava com 43 anos. Arthur Friendenreich se despediu do SPFC em uma partida contra o Corinthians, em 24/03/1935. O goleador deixou o dele na vitória por 3x1!
Em janeiro de 1936 o São Paulo se filiou à Liga Paulista. A cada dia chegava um novo atleta. Apesar da correria, a estréia foi no dia 25 contra a Portuguesa Santista. Vitória por 3x2! Uma das únicas alegrias no início do clube. Essa partida quase não aconteceu, visto que no dia havia parada militar. O SPFC bateu o pé, brigando com a Associação Paulista (a federação da época… percebem desde quando vem a briga? haha). No primeiro Paulistão disputado foram 12 derrotas em 21 jogos! Acabamos em oitavo… e nem campo para treinar tínhamos!
Em 1938 o clube se juntou ao Estudantes. A base do time titular era do Estudantes, um bom time. O treinador? Vicente Feola. Iniciava-se uma parceiria de 30 anos! Fomos vice-campeões. Mas foi a única “glória”. Os tempos bons voltaram com a chegada do Diamante Negro, Leônidas da Silva!
Antes disso, conto-lhes uma história interessante. O título de “O Mais Querido” veio da época da ditadura de Vargas. Ostentar as bandeiras estaduais era proibido naquele tempo e, na inauguração do Pacaembu, o SPFC entrou em campo ostentando uma bandeira com o nome e as cores do estado de São Paulo. Os torcedores e radialistas aplaudiram de pé o clube que viria a ser o mais bem sucedido do futebol brasileiro!
Que venha a década de 40!

O São Paulo contratou o maior jogador da época, Leônidas da Silva, que estava com 29 anos. Comprou do Flamengo, e pagou caro. Os mais bem gastos 200 contos de réis (maior transação da época!) da história! Logo na estréia, em 42, contra o Corinthians, ele levou 70mil ao Pacaembu. O jogo acabou 3x3.

Na reunião que definiria o calendário do Paulista de 43 na sede da Federação Paulista um dirigente do Corinthians disse que o encontro não era necessário pois, ao lançar uma moeda ao ar, o campeão seria definido: se desse cara o campeão seria o Corinthians e se desse coroa, o Palmeiras — antigo Palestra Itália. Ao ser questionado sobre o São Paulo pelo representante tricolor, o dirigente respondeu que se a moeda parasse em pé o campeão seria o São Paulo e se parasse no ar seria a Portuguesa. Dessa maneira se iniciou o campeonato, com o São Paulo disposto a quebrar a hegemonia de Corinthians e Palmeiras. Até que no último jogo, contra o Palmeiras, o São Paulo segura um empate sem gols e fatura o título do ano em que a moeda caiu em pé.
O bi, em 46, foi marcante! O SPFC superou todas as expectativas e conquistou o título de forma invicta! Durante o ano todo, somente 4 derrotas!
Em 1948 o Tricolor fez um amistoso com o melhor time do mundo, o então tetracampeão italiano, Torino. Um jogo sensacional, que acabou 2x2. Nota triste: em maio de 49 o avião que levava o timaço do Torino se chocou contra a Basílica de Superga. O melhor time da época desapareceu, assim…
Em 1950 era para termos conquistado o nosso primeiro Tri, mas veio a decepção. Faltando 3 rodadas para o fim do torneio o São Paulo liderava com 3 pontos de vantagem, mas perdeu dois jogos. Ypiranga e Santos, a taça acabou no Parque Antártica.
O São Paulo terminou a década como uma potência, mas em 1950 o Mago das bicicletas pendurou as chuteiras, o Tricolor perdia seu ídolo e o futebol ficava mais triste. Em 4 de janeiro, pelo Rio-São Paulo, Leônidas marcou seu último gol pelo tricolor, depois de 9 anos no Mais Querido. O Jogo acabou 5x4 para nós.
fonte: SPFC1935

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