Desde o início do ano tenho criticado a parte coletiva do São Paulo. Muita gente pega no meu pé, me acusa disso e daquilo, reclama… Entenda que não posso elogiar o que está ruim.
Não vou mentir em troca de popularidade. Perderei todos os leitores antes de me preocupar em escrever aquilo que alguns desejam ler.
Quem viu de maneira racional a estréia da equipe na Copa do Brasil, sabe que foi horrorosa.
Sem exagero, vergonhosa. Tinha tudo para vencer em dificuldades: atletas melhores, estrutura superior, a maior parte da torcida no Mangueirão favorável, o jogo em campo neutro, o rival realmente fraco, preocupado em não perder por 2 gols de diferença…
Quando a bola rolou, o São Paulo não criou quase nada. Continua dependendo de lances individuais. O time ainda contou com a sorte no erro do árbitro.
O gol do Independente foi mal anulado.
O Independente de Tucuruí fez um gol logo no começo do confronto. O sistema defensivo são-paulino falhou tal qual acontece sempre, Thiago Floriano recebeu a bola na área e chutou sem chance para Denis defender.
O bandeirinha viu impedimento. Errou. Paulo Miranda dava condições de jogo ao adversário.
De novo, mal na parte coletiva. O São Paulo não evolui na parte coletiva.
Deveria repetir sistematicamente tipos diferentes de movimentações trabalhadas, coordenadas, para facilitar as tabela e criar chances de gols.
Isso não acontece. A equipe continua dependente de lances gerados pelo talento de seus jogadores.
Gol e pouca inspiração. Lucas e Fernandinho, que jogam pelos lados do meio-campo e ataque, atuaram mal.
Sem os lances pessoais deles, os visitantes ficaram dependentes dos avanços dos volantes.
Denilson cuidou da marcação; Casemiro cooperou com ele e avançou apenas de vez em quando.
Cícero teve liberdade de atuar na meia. Aos 14, arrancou em velocidade com a bola e, de fora da área, fez um belo gol. Aos 31, Denilson, em cobrança de falta, acertou o travessão,
Foram as únicas vezes que o São Paulo chutou a gorduchinha na direção certa.
Luís Fabiano, isolado em meio aos zgueiros, não recebeu nenhum passes em condição de arrematar.
Cortez, importante na articulação dos lances de gols, não apoiou. O time de Leão jogou melhor que o humilde e esforçado adversário, mas foi ao vestiário com a vitória tão pobre quanto o futebol mostrado por seus comandados.
Satisfeitos?
Marcelo voltou para o segundo tempo no lugar de Rafael Gaúcho. O Independente não lutou para empatar. Pareciam satisfeitos com a derrota por 1 gol de diferença, pois ela garante a realização do jogo de volta.
A equipe comandanda por Valter Lima se dedicou aos desarmes e contragolpes.
Muito tédio e pouco futebol. O desempenho são-paulino continuou ruim no segundo tempo.
Me pergunto qual virtude ofensiva poderia destacar, e não encontro a resposta.
O começo ameaçou ser melhor porque Casemiro apareceu mais na criação. Durou pouco.
Trocas não resolvem:
Aos 14, Leão substituiu Fernandinho por Osvaldo.
Aos 21, Casemiro saiu e Maicon entrou.
Aos 27, Wiilian José ocupou o lugar de Luís Fabiano.
Apesar da pobreza tática são-paulina e de o Independente conseguir evitar que os visitantes dessem trabalho ao goleiro, Leão não alterou a forma da equipe atuar.
Colocou atletas que executam funções iguais e eles, na parte individual, nada acrescentaram.
Willian José está isento de responsabilidade. A redonda não chegou até ele.
Resultado injusto. A arbitragem influenciou no resultado. O empate teria sido justo porque o gol do fraco Independente foi legal.
[Blog do Vitor Birner/UOL]
fonte: Dragões Da Real

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