120308luisfabiano2

Desde o início do ano tenho criticado a parte coletiva do São Paulo. Muita gente pega no meu pé, me acusa disso e daquilo, reclama… Entenda que não posso elogiar o que está ruim.

Não vou mentir em troca de popularidade. Perderei todos os leitores antes de me preocupar em escrever aquilo que alguns desejam ler.

Quem viu de maneira racional a estréia da equipe na Copa do Brasil, sabe que foi horrorosa.

Sem exagero, vergonhosa. Tinha tudo para vencer em dificuldades: atletas melhores, estrutura superior, a maior parte da torcida no Mangueirão favorável, o jogo em campo neutro,  o rival realmente fraco, preocupado em não perder por 2 gols de diferença…

Quando a bola rolou, o São Paulo não criou quase nada. Continua dependendo de lances individuais. O time ainda contou com a sorte no erro do árbitro.

O gol do Independente foi mal anulado.

O Independente de Tucuruí fez um gol logo no começo do confronto. O sistema defensivo são-paulino falhou tal qual acontece sempre, Thiago Floriano recebeu a bola na área e chutou sem chance para Denis defender.

O bandeirinha viu impedimento. Errou. Paulo Miranda  dava condições de jogo ao adversário.

De novo, mal na parte coletiva. O São Paulo não evolui na parte coletiva.

Deveria repetir sistematicamente tipos diferentes de movimentações trabalhadas, coordenadas, para facilitar as tabela e criar chances de gols.

Isso não acontece. A equipe continua dependente de lances gerados pelo talento de seus jogadores.

Gol e pouca inspiração. Lucas e Fernandinho, que jogam pelos lados do meio-campo e ataque, atuaram mal.

Sem os lances pessoais deles, os visitantes ficaram dependentes dos avanços dos volantes.

Denilson cuidou da marcação; Casemiro cooperou com ele e avançou apenas de vez em quando.

Cícero teve liberdade de atuar na meia. Aos 14, arrancou em velocidade com a bola e, de fora da área, fez um belo gol. Aos 31, Denilson, em cobrança de falta, acertou o travessão,

Foram as únicas vezes que o São Paulo chutou a gorduchinha na direção certa.

Luís Fabiano, isolado em meio aos zgueiros, não recebeu nenhum passes em condição de arrematar.

Cortez, importante na articulação dos lances de gols, não apoiou. O time de Leão jogou melhor que o humilde e esforçado adversário, mas foi ao vestiário com a vitória tão pobre quanto o futebol mostrado por seus comandados.

Satisfeitos?

Marcelo voltou para o segundo tempo no lugar de Rafael Gaúcho. O Independente não lutou para empatar. Pareciam satisfeitos com a derrota por 1 gol de diferença, pois ela garante a realização do jogo de volta.

A equipe comandanda por Valter Lima se dedicou aos desarmes e contragolpes.

Muito tédio e pouco futebol. O desempenho são-paulino continuou ruim no segundo tempo.

Me pergunto qual virtude ofensiva poderia destacar, e não encontro a resposta.

O começo ameaçou ser melhor porque Casemiro apareceu mais na criação. Durou pouco.

Trocas não resolvem:

Aos 14, Leão substituiu Fernandinho por Osvaldo.

Aos 21, Casemiro saiu e Maicon entrou.

Aos 27, Wiilian José ocupou o lugar de Luís Fabiano.

Apesar da pobreza tática são-paulina e de o Independente conseguir evitar que os visitantes dessem trabalho ao goleiro, Leão não alterou a forma da equipe atuar.

Colocou atletas que executam funções iguais  e eles, na parte individual, nada acrescentaram.

Willian José está isento de responsabilidade. A redonda não chegou até ele.

Resultado injusto. A arbitragem influenciou no resultado. O empate teria sido justo porque o gol do fraco Independente foi legal.

[Blog do Vitor Birner/UOL]

fonte: Dragões Da Real

0 Comentários Para "Jogadores deviam ter vergonha do futebol apresentado no Pará"

Postar um comentário